Empresas denunciam supostas irregularidades em licitação de R$ 27,8 milhões da Prefeitura de Três Lagoas
Empresas denunciam supostas irregularidades em licitação de R$ 27,8 milhões da Prefeitura de Três Lagoas
Duas empresas recorreram ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) pedindo a suspensão de uma licitação milionária da Prefeitura de Três Lagoas.
Elas alegam supostas irregularidades, direcionamento e favorecimento durante o processo. O caso segue em análise pelo Tribunal.
18 de julho de 2026 — Por Notícias3L.
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| Processo licitatório de R$ 27,8 milhões segue sob análise do Tribunal de Contas após denúncias de empresas. |
Uma licitação da Prefeitura de Três Lagoas, estimada em até R$ 27,8 milhões por ano para contratação de serviços de limpeza e conservação de prédios públicos, virou alvo de questionamentos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).
As empresas Brilhar Serviços Terceirizados e Guima Consenco, que foram desclassificadas durante a concorrência, protocolaram denúncias apontando supostas irregularidades no processo e solicitaram a suspensão imediata da licitação.
O pedido de liminar foi negado pelo conselheiro Márcio Monteiro, que entendeu que a paralisação poderia comprometer serviços considerados essenciais para o funcionamento da administração municipal. Apesar disso, o processo continua em tramitação e ainda será analisado pelo TCE-MS.
A empresa Ecobrooks Soluções Sustentáveis foi declarada vencedora da licitação ao apresentar uma proposta de aproximadamente R$ 18,9 milhões por ano, representando um desconto de cerca de 32% em relação ao valor máximo previsto no edital.
A Brilhar afirma que apresentou a menor proposta financeira, mas foi desclassificada sob a alegação de preços inexequíveis. A empresa sustenta que apresentou documentação técnica suficiente para comprovar a viabilidade da proposta e questiona a falta de diligências por parte da administração.
Já a Guima Consenco alega que a empresa vencedora teria sido favorecida durante a fase de habilitação, afirmando que houve autorização para apresentação de documentos após o prazo previsto no edital, além de questionamentos sobre alterações na planilha de custos.
Por outro lado, a Prefeitura de Três Lagoas sustenta que a desclassificação da Brilhar ocorreu por não atender às exigências técnicas previstas no edital, especialmente em relação à comprovação de experiência na prestação de serviços de limpeza hospitalar.
O Tribunal de Contas ainda analisará as provas apresentadas pelas empresas, ouvirá o Ministério Público de Contas e, somente após essa etapa, decidirá sobre o mérito das denúncias. Até lá, a homologação da licitação permanece válida.
E você, acredita que o TCE-MS deve aprofundar a investigação antes da execução completa do contrato? Deixe sua opinião nos comentários.

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