Paciente de 65 anos morre após esperar 6 horas em ambulância por vaga em hospital de Dourados
PACIENTE DE 65 ANOS MORRE APÓS ESPERAR MAIS DE 6 HORAS EM AMBULÂNCIA POR ATENDIMENTO EM DOURADOS
Mulher aguardava vaga em cardiologia e faleceu pouco depois de ser admitida na unidade hospitalar
30 de julho de 2026 — Por Notícias3L
Editado por Marcelo de Paula
![]() |
| Eva Pereira Cavalcante, de 65 anos, morreu após permanecer mais de seis horas dentro de uma ambulância aguardando admissão hospitalar em Dourados. |
Uma paciente identificada como Eva Pereira Cavalcante, de 65 anos, morreu após permanecer por cerca de 6 horas e 20 minutos dentro de uma ambulância, aguardando a liberação de sua entrada no Hospital Presbiteriano Mackenzie, em Dourados (MS).
De acordo com as informações registradas em boletim de ocorrência, Eva foi transferida de Rio Brilhante para Dourados por meio do sistema de regulação estadual conhecido como vaga zero, devido à gravidade do seu estado de saúde.
A paciente apresentava fortes dores abdominais, náuseas, vômitos e palidez, além de exame de troponina alterado, indicador que pode apontar lesão cardíaca e suspeita de infarto.
Segundo o registro, Eva também possuía histórico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) recentemente.
A vaga para atendimento especializado em cardiologia já havia sido aceita e autorizada pelo Hospital Presbiteriano Mackenzie. A ambulância chegou à unidade por volta das 0h40, porém a paciente teria permanecido no veículo aguardando autorização para entrada.
A admissão ocorreu apenas por volta das 7h da manhã. Pouco tempo depois de ser internada, a paciente não resistiu e morreu.
O boletim de ocorrência foi registrado pela equipe médica responsável pelo transporte da paciente, acompanhada por uma enfermeira e uma testemunha.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias da demora no atendimento e os procedimentos adotados durante a transferência e admissão da paciente.
Conforme informações divulgadas, o Hospital Presbiteriano Mackenzie possui contrato para atendimento pelo SUS, com interveniência do Governo do Estado e da Prefeitura de Dourados, recebendo aproximadamente R$ 1,61 milhão por mês para execução do Plano Operativo.
❓ Na sua opinião, a demora no atendimento hospitalar deve ser investigada quando há suspeita de impacto no desfecho do paciente?

Comentários
Postar um comentário