Casas Bahia e Ponto fecham 298 lojas e demitem 1.900 funcionários
Casas Bahia e Ponto fecham 298 lojas e demitem 1.900 funcionários em dois dias
Uma das maiores redes varejistas do país enfrenta uma forte reestruturação, com fechamento de unidades e milhares de desligamentos
15 de agosto de 2026 — Por Notícias3L
Digitado por Marcelo de Paula
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| Grupo fecha 298 unidades e anuncia 1.900 demissões em apenas dois dias. |
A crise financeira que atinge o grupo responsável pelas marcas Casas Bahia e Ponto ganhou novos contornos nesta semana. Ao todo, 298 lojas físicas foram fechadas repentinamente em diferentes regiões do Brasil, representando cerca de 28,7% da rede, que possuía pouco mais de mil unidades em operação.
O fechamento das lojas também veio acompanhado de uma onda de demissões. Segundo os dados divulgados, 1.900 funcionários foram desligados em apenas dois dias: 600 na quinta-feira (13) e outros 1.300 na sexta-feira (14). O número total de cortes ainda pode chegar a aproximadamente 3.000 trabalhadores.
Funcionários foram surpreendidos
O fechamento das unidades ocorreu de forma rápida e pegou funcionários de surpresa. Há relatos de trabalhadores que chegaram para cumprir o expediente na manhã de sexta-feira (14) e encontraram as portas das lojas lacradas.
A medida atingiu tanto estabelecimentos da Casas Bahia quanto unidades da rede Ponto, antigo Ponto Frio, incluindo lojas tradicionais instaladas em áreas comerciais.
Prejuízos bilionários pressionam empresa
A decisão ocorre em meio a uma situação financeira delicada. O grupo acumulou prejuízo de aproximadamente R$ 3 bilhões em 2025 e registrou uma perda de R$ 1,06 bilhão somente no primeiro trimestre de 2026.
Entre os fatores apontados estão os juros elevados, o endividamento das famílias brasileiras e o alto custo para manter uma grande estrutura de lojas físicas.
A companhia também enfrenta o peso financeiro de um plano de recuperação extrajudicial estimado em R$ 4 bilhões, com despesas financeiras que continuam pressionando os resultados.
Ações despencam na Bolsa
As ações da companhia, negociadas pelo código BHIA3 na B3, também refletem o momento difícil. Os papéis chegaram à faixa de R$ 0,65, acumulando forte desvalorização ao longo de 2026.
Com a queda das ações, o valor de mercado da empresa teria recuado para aproximadamente R$ 660 milhões.
O cenário também inclui dificuldades relacionadas ao capital de giro, com relatos de atrasos em repasses a lojistas parceiros do marketplace e negociações com fornecedores para ampliar prazos de pagamento.
Empresa aposta no comércio digital
Apesar da crise nas lojas físicas, o grupo vem tentando fortalecer sua operação digital.
O comércio eletrônico próprio e as parcerias digitais apresentaram crescimento, enquanto o faturamento bruto do primeiro trimestre de 2026 avançou 6,4%, chegando a R$ 8,8 bilhões.
A estratégia indica uma tentativa de reduzir a dependência das grandes estruturas físicas e concentrar esforços em canais digitais, considerados mais eficientes para a atual realidade do varejo.
Resultados e próximos passos
A divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026, que estava prevista inicialmente para 12 de agosto, foi adiada para a noite de sexta-feira (14). A mudança ocorreu durante o processo de contabilização das provisões relacionadas à reestruturação.
Uma teleconferência com analistas e investidores está prevista para segunda-feira (17), quando a companhia deverá apresentar mais informações sobre os resultados e os próximos passos do processo de recuperação.
Na sua opinião, o fechamento de quase 300 lojas é uma medida necessária para salvar a empresa ou mostra a gravidade da crise enfrentada pelo grupo?
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Fonte: informações de mercado e dados divulgados sobre a reestruturação do grupo.

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