Vídeo de comboio de carretas na BR-262 gera cobranças ao DNIT, empresas e prefeituras
VÍDEO: COMBOIO DE CARRETAS NA BR-262 REACENDE DEBATE SOBRE SEGURANÇA E COBRANÇAS POR MELHORIAS
A circulação intensa de caminhões e carretas na BR-262 voltou a ser alvo de reclamações de motoristas da região.
Um vídeo enviado ao Notícias3L mostra diversas carretas trafegando juntas entre Água Clara e Três Lagoas, reacendendo o debate sobre segurança, infraestrutura e fiscalização na rodovia.
Diante da situação, surgem questionamentos que precisam ser respondidos pelos órgãos responsáveis.
14 de agosto de 2026 — Por Notícias3L
Digitado por Marcelo de Paula
![]() |
| Vídeo enviado ao Notícias3L reacende debate sobre segurança e infraestrutura na BR-262. |
TRÊS LAGOAS (MS) – Um vídeo enviado à redação do Notícias3L mostra um comboio de aproximadamente cinco carretas trafegando juntas pela BR-262, no trecho entre Água Clara e Três Lagoas. Segundo informações recebidas pela reportagem, os veículos estavam descarregados.
As imagens voltaram a gerar críticas de motoristas que utilizam a rodovia diariamente e enfrentam dificuldades para realizar ultrapassagens seguras em um dos trechos mais movimentados da região leste de Mato Grosso do Sul.
Além da reclamação sobre a lentidão, o caso levanta questionamentos importantes sobre infraestrutura, fiscalização e planejamento do transporte pesado na BR-262.
O QUE O DNIT PRECISA RESPONDER?
A BR-262 é uma rodovia federal e cabe ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informar quais projetos existem para aumentar a capacidade da via.
Motoristas querem saber:
- Existe estudo para implantação de terceira faixa entre Água Clara e Três Lagoas?
- Há previsão de duplicação dos trechos mais críticos?
- Quais medidas serão adotadas para garantir mais segurança diante do aumento do fluxo de caminhões ligados ao setor da celulose?
O crescimento industrial da região trouxe um volume de tráfego que já não é o mesmo de anos atrás, e muitos usuários da rodovia consideram que a infraestrutura atual não acompanha essa realidade.
O QUE AS EMPRESAS DE CELULOSE TÊM A DIZER?
Outra cobrança é direcionada às empresas que utilizam a rodovia para o transporte de madeira, celulose e insumos.
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece regras para que veículos pesados não impeçam ou dificultem a ultrapassagem dos demais usuários da via. Especialistas em trânsito alertam que a formação de longas sequências de caminhões pode aumentar riscos e gerar insegurança para motoristas de veículos menores.
Diante disso, o Notícias3L questiona:
- Existe orientação para evitar a circulação de carretas em comboios?
- Há protocolos de espaçamento entre veículos durante os trajetos?
- Quais medidas de segurança são exigidas das transportadoras que prestam serviços para as indústrias?
E AS PREFEITURAS DE TRÊS LAGOAS E ÁGUA CLARA?
Embora a BR-262 seja uma rodovia federal, os impactos do trânsito pesado atingem diretamente os moradores, trabalhadores, ambulâncias, empresários e toda a economia regional.
Por isso, também fica a pergunta:
- As prefeituras de Três Lagoas e Água Clara estão cobrando oficialmente melhorias para a BR-262?
- Existem pedidos formais ao Governo Federal por terceira faixa ou duplicação?
- Quais ações estão sendo desenvolvidas para pressionar por investimentos na principal ligação entre os dois municípios?
O Notícias3L deixa o espaço aberto para manifestação do DNIT, das empresas do setor da celulose, da concessionária Rota da Celulose e das prefeituras de Três Lagoas e Água Clara.
Na sua opinião, quem precisa agir primeiro para resolver os problemas da BR-262: o DNIT, as empresas ou os gestores públicos?

Comentários
Postar um comentário